Melhores maneiras de trazer dinheiro ao Chile

Saiba as melhores opções de trazer dinheiro para sua viagem.

DINHEIRO

Fernanda Manichi e Lucas Gustavo Grosso

4/7/20244 min read

Maneiras de trazer dinheiro ao Chile

Essa é uma das perguntas que a gente mais responde aqui: qual a melhor forma de trazer dinheiro para o Chile? Cartão, dinheiro, Wise, Nomad, crédito… a verdade é que hoje existem várias opções e nenhuma delas é perfeita sozinha.

Antes de tudo, vamos alinhar uma coisa importante e atualizada: hoje o IOF é de 3,5% para absolutamente tudo, não importa se é cartão de crédito, débito, Wise, Nomad ou banco tradicional. Essa regra mudou e muita informação por aí ainda está desatualizada, então já começa por aqui pra não confundir ninguém.

A diferença real entre as opções não está mais no IOF, mas sim no câmbio e no spread que cada serviço aplica.

1 - Cartões pré-pagos internacionais (Wise, Nomad e similares), crédito e débito

Aqui entra o queridinho dos brasileiros no Chile.

Cartões pré-pagos internacionais funcionam como contas globais. Você carrega dinheiro antes da viagem e usa como débito, pagando direto em peso chileno. Na prática, hoje é a forma mais equilibrada entre custo, segurança e praticidade.

O Wise é o mais famoso porque usa câmbio comercial, que é o câmbio mais próximo do “real” do mercado, aquele que você vê no Google. Ele não esconde taxa, mostra tudo no app e você consegue converter o dinheiro antes mesmo de viajar. Mesmo com o IOF de 3,5%, o valor final costuma ficar melhor do que cartões tradicionais justamente por não ter spread alto.

A Nomad funciona de forma parecida, mas usando o dólar como moeda intermediária. Você carrega em reais, converte para dólar no app e depois paga no Chile em pesos. Também funciona muito bem e costuma ser a segunda opção preferida de quem viaja pra cá.

Já os cartões internacionais de bancos tradicionais, como Inter, C6 e outros, até funcionam, mas aqui entra um ponto importante: o spread.

Spread é basicamente a margem que o banco coloca em cima do câmbio. Ou seja, o dólar ou o peso não vêm pelo valor “real” do mercado, mas um pouco mais caro. Quanto maior o spread, pior a cotação pra você. É aí que muita gente acha que está pagando igual, mas no final gasta mais sem perceber.

Resumo rápido: mesmo com IOF igual pra todos, Wise e Nomad costumam sair mais baratos porque usam câmbio melhor.

2 - Dinheiro em espécie

Hoje em dia, sendo bem sinceros, quase tudo no Chile aceita cartão. Restaurantes, mercados, farmácias, passeios, lojas… dá pra fazer praticamente toda a viagem usando cartão de débito internacional sem problema nenhum.

Por isso, a gente recomenda trocar bem pouco dinheiro em espécie, algo em torno de 3% a no máximo 5% do total que você pretende gastar na viagem.

E pra que esse dinheiro serve, então? Basicamente para situações pontuais: uma comprinha rápida na rua, um vendedor ambulante, uma emergência caso o cartão não passe por algum motivo, o metrô de Santiago caso você opte por esse transporte, ou até alguns lugares específicos que oferecem desconto pagando em dinheiro, como algumas lojas de aluguel de roupa de neve.

Essa é uma opinião bem pessoal nossa. Gostamos muito da praticidade de não andar com notas no bolso, além da segurança. Outro ponto importante é que, se sobrar dinheiro em espécie no final da viagem, você acaba perdendo um pouco na conversão para reais novamente, já que o câmbio nunca joga a seu favor nessas trocas.

A nossa recomendação continua sendo trocar reais diretamente no Chile, evitando o câmbio do aeroporto, que costuma ser bem pior. As regiões mais comuns para isso são o centro na rua Agustinas, Providencia na rua Pedro de Valdívia e em Las Condes na Av El Bosque e claro que a Chileando Juntos tem vídeo mostrando cada rua dessas, clique aqui e assista!

E fica o alerta de sempre: nunca troque dinheiro com pessoas na rua que se oferecem como cambistas. Pode até parecer vantagem, mas o risco de golpe é grande.

3 - Cartão de crédito

O cartão de crédito fica como plano B.

Ele continua sendo útil para emergências, compras maiores e principalmente para aluguel de carro, que praticamente sempre exige cartão de crédito. O problema é que, além do IOF de 3,5%, os bancos costumam usar um câmbio com spread alto, o que encarece bastante a compra.

Ou seja, funciona, mas não é a melhor opção para o dia a dia.

A não ser que...

Atualmente, sabemos que o cartão de crédito, quando usado com inteligência e planejamento, pode ser um grande aliado na viagem. Existem cartões que oferecem diversos benefícios, como acesso a salas VIP, cashback, pontos acumuláveis para viagens e outras vantagens que, dependendo do perfil do viajante, podem fazer bastante sentido. Nesses casos, o cartão de crédito pode sim ser a melhor opção.

Por isso, não existe uma regra única sobre o que é melhor ou pior: tudo depende do seu momento, do seu perfil de consumo e de como você utiliza cada ferramenta financeira.

Então, qual é a melhor forma?

A melhor situação é não depender de uma única opção.

O cenário mais aconselhável de maneira geral é:

  • Usar um cartão de débito internacional como Wise ou Nomad como principal

  • Ter um pouco de dinheiro em espécie

  • Deixar o cartão de crédito como reserva

Assim você evita taxas desnecessárias, não passa perrengue e consegue curtir o Chile sem ficar pensando em dinheiro o tempo todo.

Se você chegou até aqui, já está melhor preparado do que muita gente que desembarca no aeroporto achando que vai resolver tudo na hora.

Curtiu? Continua acompanhando a Chileando Juntos que a gente sempre fala a real, sem complicar.

Contatos:

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