Dicas de segurança para turistas em Santiago: evite golpes comuns!

Leia este post e não caia em golpes no Chile!

DICAS

Fernanda Manichi e Lucas Gustavo Grosso

4/7/202410 min read

Santiago do Chile é uma cidade maravilhosa para se visitar, mas infelizmente, como em muitos destinos turísticos, existem golpes comuns que os viajantes precisam estar atentos. Aqui estão algumas dicas para ajudar a garantir uma viagem segura e livre de contratempos:

1. NUNCA use táxi em Santiago

Golpes de táxi são infelizmente comuns em Santiago do Chile e podem acontecer em diferentes momentos da viagem, não apenas no aeroporto. O problema é que, normalmente, o turista está cansado, com pouca informação, sem internet funcionando direito e acaba ficando mais vulnerável.

Um dos cenários mais conhecidos acontece logo após o desembarque, mas serve apenas como um exemplo entre vários.

Você sai procurando pelo transfer que agendou e, por algum motivo, não o encontra de imediato. Nesse momento aparece alguém se apresentando como taxista oficial, dizendo que o seu transfer está atrasado ou teve algum problema e que foi autorizado a te levar até o hotel.

Para parecer mais convincente, essa pessoa costuma fingir uma ligação em espanhol, falando com alguém que supostamente confirma a história. Sem conhecer o idioma, sem internet e já querendo ir logo para o hotel, muita gente acaba aceitando. O problema vem na chegada: o valor cobrado é muito maior do que o combinado originalmente, às vezes o dobro ou até mais, e em alguns casos o motorista só retira as malas do carro depois que o pagamento é feito.

Há também situações em que o golpista se oferece para acompanhar o passageiro até uma casa de câmbio, dizendo que vai ajudar na troca de dinheiro. Na prática, a intenção é descobrir quanto a pessoa tem em mãos e, em alguns casos, aplicar furtos ou trocas de notas sem que a vítima perceba.

O mais comum é que tudo isso aconteça enquanto você ainda está sem internet. Só depois, já no hotel, vem a frustração ao descobrir que o transfer contratado estava no aeroporto aguardando normalmente.

Mas é importante deixar claro que os golpes não se limitam ao aeroporto. Em várias partes da cidade existem práticas bem conhecidas envolvendo táxis, principalmente quando percebem que o passageiro é turista. Alguns exemplos bastante frequentes:

  1. Adulteração do taxímetro
    O taxímetro já começa rodando com um valor alto ou aumenta muito rápido. Como o turista não está acostumado com a moeda local, muitas vezes só percebe que pagou caro demais depois que a corrida termina.

  2. Caminho mais longo de propósito
    O motorista faz voltas desnecessárias, entra em ruas menores ou dá voltas no quarteirão para aumentar o valor final da corrida, principalmente quando percebe que o passageiro não conhece a cidade.

  3. Cobrança de valores abusivos
    É comum cobrarem quatro ou cinco vezes mais do que o valor de um Uber ou aplicativo similar para o mesmo trajeto, alegando trânsito, horário ou qualquer outra desculpa.

  4. Troca de nota ou confusão no pagamento
    Esse golpe é bastante comum em táxis com iluminação interna azul ou fraca. Funciona assim: o motorista informa um valor, por exemplo 10.000 pesos, você entrega a nota correta e, na devolução, ele diz que você entregou uma nota menor. Como as notas são parecidas para quem não está acostumado, muita gente acaba pagando duas vezes sem perceber.

A principal dica é simples: não confie na primeira pessoa que se aproxima oferecendo ajuda. Transfers sérios usam placas de identificação, nome do passageiro e empresa visível. Sempre que possível, use o wi-fi do aeroporto para confirmar informações antes de entrar em qualquer carro.

E se você quiser evitar esse tipo de dor de cabeça, contar com um transfer confiável faz toda a diferença. Aqui na Chileando Juntos, esse é um serviço que a gente leva muito a sério para que a sua viagem comece bem, sem estresse e sem surpresas desagradáveis. Chama a gente!

Evite pegar táxi em qualquer lugar de Santiago!

yellow Taxi light sign
yellow Taxi light sign

2. Furtos no Metrô

Furtos no metrô de Santiago também são uma realidade e costumam acontecer de forma bem organizada. Na maioria das vezes, o golpe envolve mais de uma pessoa justamente para distrair a vítima e agir rápido.

O esquema geralmente funciona assim: duas ou três pessoas se aproximam puxando conversa, perguntando de onde você é, se está gostando do Chile ou pedindo alguma informação simples. Em determinado momento, eles deixam cair propositalmente chaves, moedas ou algum objeto no chão. Essa distração faz com que a vítima abaixe o olhar ou tente ajudar, e é aí que um dos comparsas aproveita para furtar o celular, a carteira ou algum outro pertence.

Além disso, em horários de pico ou momentos de grande aglomeração dentro do metrô e nas plataformas, os furtos podem acontecer apenas com um esbarrão. O golpista se aproveita do aperto, do empurra-empurra e da pressa das pessoas para agir sem chamar atenção, muitas vezes sem que a vítima perceba na hora.

Para diminuir bastante o risco, alguns cuidados simples fazem toda a diferença. Mulheres devem dar preferência a bolsas pequenas, usadas na frente do corpo, de forma cruzada, e manter sempre uma das mãos apoiada sobre a bolsa, principalmente em escadas, plataformas e dentro dos vagões. Homens devem evitar carregar celular, carteira ou dinheiro nos bolsos traseiros da calça ou nos bolsos externos da jaqueta, optando sempre pelos bolsos da frente ou por mochilas bem fechadas e usadas na frente do corpo em locais cheios.

Ficar atento ao ambiente, desconfiar de distrações forçadas e evitar mexer no celular em locais muito cheios já ajuda bastante. Com esses cuidados simples, dá para usar o metrô tranquilamente e aproveitar melhor a viagem.

3. Casas de Câmbio

Casas de câmbio também merecem atenção especial durante a viagem.

Sempre que for trocar dinheiro, dê preferência a casas de câmbio oficiais e evite qualquer tipo de oferta feita por pessoas desconhecidas na rua, mesmo que pareçam vantajosas.

Um golpe bastante comum envolve os chamados olheiros. Essas pessoas ficam observando quem entra e sai das casas de câmbio, prestando atenção principalmente em turistas. Depois de verem quanto dinheiro você trocou ou onde guardou as notas, eles podem te seguir e agir mais adiante. Muitas vezes a abordagem acontece já fora da casa de câmbio, no metrô ou até caminhando pela rua, geralmente puxando conversa para distrair enquanto um comparsa tenta furtar o dinheiro.

A Rua Agustinas, famosa por ter algumas das melhores cotações de Santiago, é um exemplo clássico desse tipo de situação. Justamente por concentrar muitas casas de câmbio e receber um grande fluxo de turistas, especialmente brasileiros, o local acaba atraindo também pessoas mal-intencionadas.

Para reduzir bastante o risco, evite conversar com estranhos logo após sair da casa de câmbio e fique atento a pessoas que parecem estar te seguindo. Outra dica importante é não concentrar todo o dinheiro em um único lugar. Separe as notas em bolsos diferentes, bolsas ou mochilas e, se estiver viajando acompanhado, distribua o dinheiro entre as pessoas do grupo. Pequenos cuidados como esses ajudam muito a evitar transtornos e tornam a experiência mais segura.

Outro golpe bastante comum envolve os chamados cambistas de rua que oferecem uma cotação muito melhor do que a praticada nas casas de câmbio. Normalmente a abordagem acontece de forma casual, com a promessa de um “câmbio especial” ou “valor melhor que na Agustinas”, justamente para despertar a curiosidade e a sensação de vantagem.

Depois de ganhar sua confiança, a pessoa diz que não pode trocar o dinheiro ali mesmo e pede para você acompanhá-la até um local próximo, que supostamente seria onde a troca será feita. Ao chegar, o golpista pede que você entregue o dinheiro e aguarde alguns minutos, dizendo que vai buscar as notas ou falar com alguém responsável pelo câmbio. O problema é que ele simplesmente desaparece e nunca mais volta.

Esse tipo de golpe funciona porque o turista acredita estar fazendo um bom negócio e acaba baixando a guarda. Por isso, a regra é simples: nunca entregue dinheiro a desconhecidos e jamais aceite trocar valores fora de casas de câmbio oficiais ou bancos. Se a oferta parece boa demais para ser verdade, quase sempre é.

4. Furtos em shopping, cafeterias, supermercados e restaurantes

Em locais como shoppings, cafeterias e restaurantes, é importante nunca deixar bolsa, mochila ou pertences desacompanhados, nem mesmo por alguns segundos. Muitos furtos acontecem justamente em momentos de distração, como quando alguém se aproxima pedindo informação, ajuda ou tentando puxar conversa de forma insistente.

Um golpe bastante conhecido em Santiago é a chamada estratégia do casal de idosos. Normalmente, um homem e uma mulher, aparentando ser pessoas inofensivas, se aproximam pedindo ajuda para ler rótulos de produtos, cardápios ou embalagens em lojas e mercados. Enquanto uma das pessoas prende sua atenção com o pedido, o outro se aproveita do momento para mexer na bolsa ou mochila e furtar objetos como carteira, celular ou dinheiro.

Esse tipo de golpe a distração é sempre a principal arma. Pode ser um pedido de ajuda, alguém esbarrando sem querer ou até um pequeno tumulto criado de propósito. Quando a vítima percebe, o objeto já não está mais com ela.

Para evitar esse tipo de situação, mantenha sempre sua bolsa à frente do corpo, de preferência cruzada, e nunca aberta. Mochilas devem ser usadas na frente em locais cheios. Evite apoiar bolsas no chão, no encosto da cadeira ou penduradas na parte de trás da cadeira em restaurantes. Ficar atento a distrações forçadas e desconfiar de abordagens muito insistentes já reduz bastante o risco e ajuda a aproveitar a viagem com mais tranquilidade.

Atenção especial ao Sky Costanera, apesar de estar em um local considerado muito seguro, muitos golpistas de aproveitam por ter muito movimento de turistas.

5. Aluguel de Carro

O aluguel de carro é um dos pontos que mais geram discussão e, ao mesmo tempo, um dos principais focos de golpes contra turistas em Santiago e nas cidades próximas. Muita gente fica brava quando a gente recomenda não alugar carro, achando que é só porque somos agência e queremos ganhar dinheiro. Mas a verdade é que essa dica vem da experiência real e de situações que vemos acontecer com frequência.

Se você optar por alugar um carro para visitar lugares como Valparaíso ou Viña del Mar, é fundamental redobrar a atenção. Furtos de pertences em carros alugados são muito comuns e acontecem principalmente porque os golpistas sabem identificar facilmente veículos de turistas.

Um dos golpes mais recorrentes funciona da seguinte forma: enquanto o carro está estacionado, alguém fura propositalmente um dos pneus. Pouco depois, surgem duas pessoas oferecendo ajuda para trocar o pneu. Em meio à confusão, enquanto uma delas conversa, distrai e tenta “ajudar”, a outra aproveita para abrir portas ou o porta-malas e furtar mochilas, bolsas, malas, celulares ou qualquer objeto de valor que esteja dentro do veículo.

Esse tipo de golpe acontece muito rápido e, quando a vítima percebe, o prejuízo já está feito. Por isso, a recomendação é sempre estacionar apenas em locais seguros, de preferência estacionamentos pagos e regulamentados, e nunca deixar nenhum objeto visível dentro do carro, nem por poucos minutos.

Uma dica importante que pouca gente comenta: retire todos os adesivos da locadora do veículo. Esses adesivos funcionam como um verdadeiro sinal para os golpistas, que conseguem identificar de longe que se trata de um carro alugado por turistas.

Uma dica melhor ainda: não alugar carro em Santiago e seus arredores!

No fim das contas, não é terrorismo nem interesse comercial. É informação baseada na realidade de quem vive aqui, trabalha com turismo todos os dias e vê esse tipo de situação acontecer com muito mais frequência do que as pessoas imaginam.

O que fazer em caso de furto ou assalto no Chile?

Se, infelizmente, você passar por uma situação de furto ou assalto, o mais importante é manter a calma e agir rápido. Algumas atitudes simples fazem muita diferença para reduzir prejuízos e evitar novos problemas. 

Procure ajuda policial imediatamente
Assim que perceber o ocorrido, busque um policial ou vá até a delegacia mais próxima. No Chile, a polícia se chama Carabineros e está acostumada a lidar com turistas. O número de emergência é 133 e a ligação é gratuita. Quanto mais rápido você registrar o ocorrido, melhor.

Faça o registro da ocorrência
Mesmo que a chance de recuperar seus pertences seja pequena, fazer a denúncia é fundamental. Esse documento é exigido para bloquear cartões bancários, acionar seguros de viagem e resolver qualquer pendência com bancos ou operadoras de cartão. Guarde uma cópia da denúncia, física ou digital.

Bloqueie cartões e contas o quanto antes
Entre em contato imediatamente com seu banco para bloquear cartões de crédito, débito e aplicativos financeiros. Se possível, faça isso ainda no mesmo local onde você estiver, usando o wi-fi disponível. Quanto mais rápido o bloqueio, menor o risco de prejuízo financeiro.

Entre em contato com o consulado brasileiro
Caso documentos como passaporte ou RG tenham sido roubados, procure o Consulado do Brasil em Santiago levando o boletim de ocorrência. Eles vão orientar sobre a emissão de documentos provisórios e os próximos passos para você seguir viagem ou retornar ao Brasil com segurança.

Avise sua hospedagem e o seguro viagem
Informe o hotel ou Airbnb sobre o ocorrido, pois eles podem ajudar com orientações locais, impressão de documentos e até apoio no deslocamento. Se você tiver seguro viagem, entre em contato o quanto antes para entender quais despesas e procedimentos estão cobertos.

O objetivo desse alerta não é gerar medo ou desencorajar ninguém a visitar o Chile. Pelo contrário, a ideia é informar e preparar melhor os viajantes. Golpes e furtos acontecem em Santiago, assim como em qualquer grande cidade turística do mundo.

Com atenção, informação e alguns cuidados básicos, dá para aproveitar a viagem com muito mais tranquilidade e segurança.

E claro, se você quer curtir o Chile sem perrengue, chama a Chileando Juntos, agência de brasileiros feita para brasileiros!

Contatos:

chileandojuntos@gmail.com

+55 41 98902-2111

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